sábado, 21 de março de 2009

A xícara de café.

Hoje eu acordei, e olhei pra janela, era uma manhã nublada a qual não se destinguia, não sabia se estava frio ou calor, peguei minha xícara de café e sentei na varanda, pra sentir o tempo, e me via ali, sentada olhando pra rua parcialmente vazia, pessoas passando, as quais não sabia nada, via casais e não sabia se estavam felizes, via crianças brincando, e já não entendia, mas percebia que o mundo era muito mais extenso do que até então havia pensado, mas ele parece tão centrado ultimamente, sei o que sinto e sei o que penso, coisas completamente opostas, opostas em uma mesma pessoa, sou assim uma oposição de mim mesma, e quantas pessoas no mundo é assim, milhões.
Enquanto bebia o meu café observava as pessoas, e me comparava a elas, eu não quero ser comparada, mas foi inevitável, o modo delas se vestirem, portarem, tudo diz a mim quem elas são ou não.
To fechada pra um mundo não quero sentimentos, muito menos caridade, não quero sentir, talvez pensar só pensar, talvez isso seja medo ou loucura, talvez muito mais loucura do que medo, eu não sei, mas não quero sentimentos, hoje nessa manhã em que tomava minha xícara de café, percebi que muitos sentimentos levam a um vazio deles, hoje já não sinto e na verdade não quero sentir nada.
To sozinha, sem emprego e sem perspectiva, mas estou aqui e não fujo do meu destino, muito menos das minhas vontades, mas ainda continuo não sentindo nada, enquanto eu olhava aquele dia nublado percebi que eu estava que nem ele, estava nublada sem enxergar quase nada, nem mesmo a mim mesmo, não enxergava sentimento nenhum, mas não me sinto triste por isso, só não tenho sentimento.

3 comentários:

Anônimo disse...

Quando eu costumo ler um texto de alguém que eu não conheço ou conheço pouco e gosto das palavras que leio, fico com a impressão de que aquela pessoa é tão próxima de mim.
E eu me encantei com vc assim como me encantei com a “sua mente perturbada”, mesmo sabendo tão pouco sobre quem vc é. Por isso, fica parecendo que vc é alguém que faz parte de mim. E eu não tenho orgulho nem vergonha de dizer que isso é verdade: vc fez parte de um momento meu, (mesmo rápido e pequeno) que eu não vou esquecer...e ler as tuas palavras foi como ter de volta parte desse momento que já se foi....

Anônimo disse...

"É o quase que me incomoda, que me entristece,
que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos,
nas chances que se perdem por medo,
nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto me, ás vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna;
ou melhor, não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos,
na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados.
A paixão queima, o amor enlouquece, e o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas,
os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma,
apenas amplia o vazio que cada um traz de si.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance;
pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você.

Gaste mais horas realizando que sonhando,
fazendo que planejando,
vivendo que esperando porque,
embora quem quase morre esteja vivo,
quem quase vive já morreu!


(Luiz Fernando Veríssimo)



Fica a dica, Linda!

tat's ^.~ disse...

Anônimo, coloque seu nome, eu quero saber quem é que me mandou esse texto do verissimo.!

Fe, eu tbm não sei quem é você, se ler isso , por favor me dê um e-mail ou algo do tipo!